19 setembro 2013

Resenha: O Teorema Katherine



Bem, venho trazendo um post rápido com a resenha de um livro que li a um tempinho porque estou bem apertada nessas últimas semanas com a faculdade, mesmo pegando poucas matérias ainda estou com muitos trabalhos para fazer e provas para estudar... então é isso! E aproveitem e participe da promoção Ressaca Literária Pós-Bienal e do Concurso Cultural Os Imortais!


O Teorema Katherine
John Green
Editora: Intrínseca
Tradução: Renata Pettengill

“Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.”


Antes de tudo, devo confessar que criei grandes expectativas a respeito desse livro depois que surgiu uma bomba de comentários maravilhosos a respeito de John Green na internet com a emocionante história de A culpa é das estrelas, não li esse livro por sinal, mas esperei uma grande história – não emocionante – de O teorema Katherine. Pois bem, sempre que crio grandes expectativas acabo me decepcionando, e dessa vez não foi diferente...

O livro conta a história de Colin Singleton, um menino prodígio egocêntrico que tem uma queda por garotas chamadas Katherine, mas não é qualquer Katherine, é apenas uma coincidência na vida dele. 

A história começa com o pé na bunda que décima nona Katherine deu à Colin, e para animar os ânimos e em busca de novas aventuras, ele e seu melhor amigo Hassan, partem para uma viagem de carro sem destino, até que encontram uma pequena cidade chamada Gutshot no grande estado do Tennessee. Nessa cidade os dois ficam amigos de Lindsey, uma garota bem divertida, cheia de personalidade e que é apaixonada pelo seu namorado, que por coincidência, chama Colin. Os dois passam a ser hospedes na casa de Lindsey, e também arrumam um emprego na cidade, onde vão conhecendo novos amigos, novas histórias sobre o passado das pessoas que vivem lá, e passam por diversas aventuras. 

Em meio a toda essa experiência de vida, Colin anda sempre com um caderninho onde bola um teorema para prever a duração de um relacionamento baseando no seu longo histórico de relacionamentos com as Katherines.

Não achei o desenrolar da história chato, mas não achei um livro extraordinário. Existem partes engraçadas, partes matemáticas e partes de curiosidades. John Green soube dosar a parte didática muito bem, devo confessar, e eu adorei a maioria das notas nos rodapés, mas para mim ficou faltando alguma coisa na história, algum ponto forte, a leitura fluiu muito bem, mas do início ao fim foi a mesma coisa, não teve um momento de expectativa, o que me decepcionou muito. O único ponto alto pra mim foram as partes alternadas entre o desenrolar da história e as partes com o passado de seus relacionamentos. 

Fora um fato que me incomodou muito, Colin não é a pessoa mais legal do mundo (mas também não é a mais chata e insuportável), mas conseguiu namorar 19 garotas! Não pesquisei melhor sobre esse livro, e sei que essa parte cultural é diferente, que lá eles aceitam como namoro qualquer tipo de relacionamento, o que é BEM diferente daqui, e que também usam o mesmo termo para encontros, namoros e afins; então não sei se ele realmente estava falando que namorou uma garota por algumas horas ou se foi da tradução... achei isso um exagero desnecessário, sério, pra que uma pessoa com a idade de Colin já tem 19 namoradas na lista, e todas com o mesmo nome? Era pra chamar a atenção? Não sei, mas pra mim isso não funcionou. 

Não é um livro ruim e com uma história ruim, é até divertido, mas não superou minha expectativa, e infelizmente devo falar que não funcionou tão bem pra mim.

Livro no skoob:  O Teorema Katherine
Nota:


12 setembro 2013

Concurso Cultural Os Imortais


Já pensou em ser imortal? O que você faria se virasse imortal por um dia?

9 blogs se uniram para presentear o sortudo que melhor responder essa pergunta, e ele levará para casa a coleção de 6 livros da série Os Imortais, da autora Alyson Noel.E ai, vai ficar de fora?


Para participar, você precisa:
- Seguir os blogs pela ferramenta GFC:
Milkshake de palavras - Fábrica dos convitesIrreparávelLer é o melhor lazerEntrando Numa FriaEu vivo lendoPlasticodelicLivros e chocolatePor Uma Boa Leitura


- Curtir as fan-pages no Facebook:
Milkshake de palavras
- Fábrica dos convites
Irreparável - Ler é o melhor lazer - Entrando numa fria - Eu vivo lendo - PlasticodelicLivros e chocolate - Por Uma Boa Leitura



- Responder a pergunta: “O que você faria se virasse imortal por um dia?” 

- Não há um limite de caracteres
- A resposta deve ser enviada através do formulário abaixo.
- O concurso vai até o dia 5 de Novembro
- Os livros serão enviados em até 30 dias.


Formulário:

 
 
* Role na lateral para responder o formulário completo.
 
 
 
RESULTADO AQUI
 

06 setembro 2013

Resenha: Orbis

Fiquei de postar essa resenha antes, mas fiquei quatro dias sem internet em casa e depois tive que fazer o post com a promoção e acabei me enrolando, mas, finalmente no ar!

É uma resenha especial, já que o próprio autor Aurélio Mendes entrou em contato comigo divulgando o livro, ele ofereceu e me mandou o e-book para a resenha, apesar de não gostar muito de ler livros pelo computador, quando li a sinopse eu fiquei bem curiosa e resolvi dar uma chance, o que foi muito bom, já que gostei muito do livro.



Orbis
Aurélio Mendes
Editora: Clube do Autores (livro independente)
Tradução: -

“Num futuro, nem tão distante, nem tão próximo, a humanidade atinge seu sumo progresso de civilização. Uma sociedade regida por um governo onipresente e onipotente ao nome do desconhecido Pai. Um mundo onde as diferenças mostravam-se pelas castas genéticas. Cada indivíduo sabia seu papel determinante como organismo social. Os corpora governavam, os caput e cistam trabalhavam e os armas zelavam pelas funções dos excluídos. Numa Terra devastada por uma Terceira Guerra Mundial, onde o Estado reduzia-se numa função de colônia. Musin, um caput, se vê acometido por um sentimento do qual não conseguia explicar. Na busca por respostas sobre se aquilo se tratava de uma mudança ou o começo de uma loucura, Musin acaba descobrindo certos segredos ocultos daquela sociedade e percebe que nem tudo aparenta ser o que é. Uma história sobre o significado do papel de um homem na mudança da história da humanidade. Um contato com uma população não derivada daquele progresso começa a fazer Musin conhecer a chave do questionamento. Orbis, uma obra que lhe fará questionar o mundo a sua volta nos moldes de Huxley e Orwell.”




Orbis é uma distopia que passa em um futuro onde a sociedade é regida pelo governo do Pai, o criador de tudo. Graças ao controle genético, a humanidade não depende mais da natureza para evoluir, as pessoas foram modificadas e separadas por castas genéticas, cada qual possui sua função na sociedade, tudo comandado por um verdadeiro controle. 

As pessoas eram criadas com um objetivo e seguiam com essa ideia, as pessoas que pensavam diferente ou iam contra o poder do Pai, eram mandadas para a Exoría, uma espécie de prisão. Isso é, as pessoas não tinham liberdade, pois também não tinham conhecimento do que havia acontecido tempos antes. 

Depois da Terceira Guerra Mundial, o planeta passou a ser dividido por colônias ao invés de países, e a história se passa na colônia de Andrômeda. Quem narra o livro é Musin, o responsável pela subdivisão de “cotas” de nascimento do Grande Conselho, e que até um certo dia, vivia seguindo sempre as mesmas ordens, até que ele passou a sentir coisas que nunca tinha sentido antes, e passou a acreditar que havia algo mais nas pessoas. 

A partir dessa curiosidade, Musin buscou respostas a esses sentimentos e acabou encontrando o livro Diário da Origem da Realidade, que conta relatos do que acontecia durante o início dessa Terceira Guerra Mundial que aconteceu no ano de 2013. Em meio ao choque, Musin descobriu que o motivo da guerra não foi apenas sobre a água, mas havia uma razão extra oficial. 

Em busca de novas respostas Musin vive grandes aventuras; é uma história que envolve ação e romance, e que consegue prender o leitor. Gostei muito da mistura do tempo, o livro inicia em 2045, passa por 2011, conta como foi em 2013 e depois já estamos em 2102! Apesar de parecer loucura, a história é toda bem elaborada e tudo faz sentido, e o melhor, as coisas vão se encaixando sem ficar meio óbvio. 

Eu gosto muito de distopias e posso falar que essa foi uma grande história! Só achei que tudo aconteceu muito rápido e as vezes tive que reler alguma parte para pegar o que realmente estava acontecendo, mas provavelmente foi pelo fato de ter lido pelo computador. Gostei muito e indico a todos que gostam de distopia e de muita ação.


Livro no skoob: Orbis
Nota:




O livro foi lançado de forma independente no Clube de Autores, e se você tiver curiosidade, pode adquirir sua cópia aqui. A obra foi indicada ao IV prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea, clique aqui e dê sua nota para a capa e para a sinopse! 

Espero que tenham gostado e até a próxima! :)